
Em Sessão Solene realizada no último dia 1º de junho, a Câmara Municipal recebeu representantes e militantes do Movimento LGBT para demonstrar seu repúdio contra quaisquer formas de discriminação ou intolerância contra cidadãos e cidadãs. Por iniciativa do presidente da Comissão Extraordinária de Direitos Humanos, Cidadania, Segurança Pública e Relações Internacionais da Casa, o vereador Ítalo Cardoso, a Sessão foi conduzida pelo vereador Quito Formiga, vice-presidente daquela Comissão.
Preconceito e discriminação foram a tônica da Solenidade contra esse segmento da sociedade que lembrou ao Dia Internacional do Orgulho LGBT. A história registra que no dia 28 de junho de 1969 aconteceu a Rebelião de Stonewall, um bar em Nova York, frequentado por LGBT onde várias vezes a polícia fazia batidas sem a menor explicação humilhando as pessoas que frequentavam o local e isso só aumentava a violência desenfreada contra essas pessoas. A revolta foi tão grande que os frequentadores promoveram uma rebelião que durou três dias e a partir dessa data as atitudes agressivas das autoridades contra essas pessoas mudou radicalmente. Assim começou a luta por direitos iguais. Depois dessa rebelião, a data é comemorada todos os anos como Dia Internacional do Orgulho Gay, com passeatas, manifestações e debates para que essas pessoas possam se identificar com orgulho e sem represálias por serem gays. Uma luta difícil que aos poucos está sendo vencida.
O tema da Parada LGBT - Vote Contra a Homofobia: Defenda a Cidadania – naturalmente esteve presente em todos os pronunciamentos dos participantes. No ano passado, Brasil registrou 198 mortes de gays, lésbicas, bissexuais e transexuais, conferindo ao País a triste liderança em assassinatos por homofobia.
“É lamentável que em pleno século 21 tenhamos de conviver com a intolerância”, afirmou o vereador Quito Formiga. Segundo o vereador, a iniciativa mostra que a Casa do Povo está à frente da luta pela garantia dos Direitos Humanos.
A importância da votação do PLC 122/06, que entre outros artigos, pune a violência contra os homossexuais esteve na pauta da solenidade, juntamente com a realização da 14ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, que aconteceu no dia 6 reunindo mais de 3 milhões de participantes na avenida Paulista. Neste ano o colorido da Parada cedeu lugar ao preto e branco. Preto pelas vítimas de homofobia e branco pela paz, de acordo com Leandro Rodrigues, organizador de comunicação do evento.
Para Lula Ramires, fundador do Corsa (Cidadania, Orgulho, Respeito, Solidariedade, Amor), ONG que iniciou a Parada, o evento não é só uma festa. “Temos uma grande luta política para implementar, por exemplo, políticas públicas”, disse, acrescentando que isso se faz por meio de participação. “Esse espaço que temos na Câmara é super importante, pois aqui somos ouvidos e acolhidos”.
Participaram da solenidade Dimitri Salles, do Conselho Estadual da Diversidade Sexual; Franco Reinaud, da Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual da Prefeitura de São Paulo; Pamela Godoy, representando o Fórum Paulista LGBT; Leandro Rodrigues, da Associação da Parada do Orgulho LGBT; Julian Rodrigues, coordenador adjunto da ONG Corsa; Mitchellie Meira, da Coordenadoria da Diversidade Sexual da Secretaria Nacional de Direitos Humanos; e o ex-deputado estadual Renato Simões, do Movimento Nacional de Direitos Humanos.
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